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sábado, 21 de abril de 2012

Day 26 - Daddy

Tem dias que a nossa existência parece não fazer qualquer sentido. Perder alguém que nos faz muita falta é (quase) de certeza a pior sensação do mundo. Entramos em declínio até que o nosso equilíbrio volte a recompor-se. Com o tempo, a dor vai atenuando, mas fica lá o bichinho corrosivo.

E esse momento define-se como triste.

  Day 26 – What Song Reminds You Of A Sad Moment In Your Life?

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Day 24 - Lisbon Oh!

Engraçado...
Hoje não era para estar aqui. Era para estar em Lisboa, a festejar mais uma Primavera com todos os meus Bestis e amigos ISCSPianos e ex-ISCSPianos e aqueles que nunca o foram, mas a nossa relação prende-se de alguma forma com essa instituição de ensino (Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas).
Mas, por motivos alheios à minha vontade, isso não foi possível e por isso em vez de estar a curtir a Festa da Primavera, estou para aqui a despejar um post  no meu amado blog.

Pois que este desafio musical é tramado e hoje (logo hoje) manda assim:


Day 24 – What Song Reminds You Of A Place? Pois então que seja. E será um 2 em 1, porque não só me traz recordações da cidade capital, como de todos os que me esperam por lá.
Love You, Bestis*

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Day 23 - Saudades

Sou saudosista confessa.
Não que goste. Seria muito mais fácil desprender-me de tudo e seguir o rumo que o tempo definisse, moldando um destino, antes que o contrário acontecesse.
Mas não sou assim. Para tudo tenho uma recordação material (nem que seja um pedaço de papel), associo a tudo e todos uma música, um filme, um livro, uma frase.

Ele era um grande amigo que decidiu pregar uma partida aos seus mais queridos e desaparecer, sem sequer nos despedirmos! A saudade aperta, e não há um dia em que não me venha visitar nas recordações. E principalmente através desta música.

Um grande até já, Ricardo :)

Day 23 – What Song Reminds You Of A Person?

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Day 9 – ou o Dia Petiz*

Oi pessoas bonitas!

Hoje é um dia petiz porque uma grande amiga celebra mais um aniversário. Parabéns Ana :)
É dia petiz porque um grande do Cinema, prematuramente falecido, estaria hoje de parabéns. É grande tal como a sua pequena obra tornando este dia petiz.
E é dia petiz porque o dia #9 de desafio remete-me à querida infância, ora vejam :

Day 9 – What Is The Earliest Song You Can Remember From Your Childhood?

Sinceramente estou indecisa entre esta:





esta:



ou estas:


Seja como for, será uma destas ou de muitas outras dos clássicos da Disney ou canções infantis como "Joana come a papa", " Atirei o pau ao gato" e outras intemporais :)

*Dia Petiz é como me lembro de chamar, quando também eu era petiz, aos dias que por um ou outro motivo eram especiais.

Beijocas *

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Bernardo

Já conheci, por aí, muitos Bernardos. Daqueles que nos emprestam o casaco, dos que nos abrigam da chuva e sentem o frio para nos proteger, dos que nos agarram pela cintura e encostam a testa, dos que nos fazer sorrir e dar muitas gargalhadas, dos que nos mexem no cabelo, dos que sabem ter conversas intermináveis sobre nada de especial, dos que sabem cantar, dos que sabem o que queremos mesmo antes de nós mesmas o sabermos, dos que nos fazem corar, dos que nos percebem com um único olhar, dos que nos sabem ler nas entrelinhas, dos que metem conversa em lugares estranhos, dos que não falam porque são tímidos, dos que estão sempre lá para nos aturar, dos que nos sabem agradar.
Um Bernardo é só por si tudo isto e mais um bocadinho. Um Bernardo é tão idílico, platónico e petrarquista que não se sabe possuidor de características nefastas.
Acontece, porém, que os Bernardos estão em vias de extinção. São, portanto, um achado e quando encontramos o Bernardo da nossa vida há que agarrar o bicho e defende-lo com unhas e dentes.

Eu tive a sorte de conhecer muitos Bernardos, mas existe um, o menos Bernardo de todos eles, que se destaca para mim. Não pelas características Bernardistas, mas justamente pelo defeito na posse destas. Não é o Bernardo perfeito, mas é o menos irreal.
De qualquer modo, continua a ser platónico este meu Bernardo, porque quando mais próxima estou dele, mais afastados estão os nossos caminhos.


domingo, 5 de junho de 2011

Finalista.

Aproxima-se a passos largos o fim de mais um ano lectivo. Acontece que este não é apenas mais um. Este é o ano em que sou finalista. Este é o ano em que fico licenciada. Este é o ano que marca o fim de uma tão amada vida académica. Este é o ano que marca o ínicio de uma nova etapa da minha vida.

Há nos simbolismos acadámicos a tradição de se benzerem as fitas e isso acontecerá daqui a exactamente 20 dias.
É, para isso, preciso que sejam entregues fitas aos amigos, professores e familiares que nos são mais queridos e sejam também recolhidas para que no dia da benção estejam expostas na nossa pasta de finalista como se de medalhas se tratassem. É, também, costume que seja escrita por nós uma dessas fitas para que seja depois queimada, em memória da efémera vida académica que está prestes a definhar mesmo na nossa frente.

Decidi, pois, que esta será a semana destinada à queima da minha fita. Gostaria que ela fica-se perpetuada em algum local que não a minha memória, e este parece-me bem!
Fica, então, aqui aquela que estará no final da semana reduzida a cinzas:

"Citando Francisco Otaviano em seu poema «Ilusões da Vida»:

«‎Quem passou pela vida em brancas nuvens
E em plácido repouso adormeceu,
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu,
Foi espectro de homem, não foi homem.
Só passou pela vida... não viveu!»

Ao cabo de três anos de uma luta por mim mesma espero que depois da tempestade, seja a vez da bonança e que o horizonte não muito longínquo me traga aquilo que quero, e que na verdade não é muito mais do que aquilo que tive até aqui: força para me erguer, para não ceder, para não desistir quando os ferimentos de uma batalha começam a ser demasiado duras; persistência para continuar a correr pelos meus sonhos e lutar uma luta que cada vez mais se afigura maior.
Destes três anos ficam todos aqueles que pelas suas formas, maneirismos e pensamentos me conquistaram, ficam os momentos que com eles passei e tudo o que aprendi com eles.
A todos eles desejo tudo o que para mim também desejo!
Aos outros, que me apoiaram e ampararam nestes dias de loucura, fica o meu mais profundo agradecimento!

SOU DE VOCÊS!

A mim...
A nós, aos que gostam de nós e o resto...
...que se F#)@!»

quinta-feira, 19 de maio de 2011

"Não há almoços grátis"

Existe, desde que o Homem é Homem, uma dura e forte negociação entre este ser e os seus semelhantes. Cada uma dessas negociações consiste num pedido e na satisfação do mesmo tendo como troca a paga na mesma moeda. No seu conjunto, deram origem ao mais internacional Banco: o BANCO DE FAVORES.
Mexe com a vida das pessoas e faz o mundo girar. Faz mortos, dá prazer, traz poder...Tanto dá como tira. Nunca sabemos o real valor das transacções que realizamos, ainda que tenhamos consciência de que cada movimento de conta tem um valor diferente. Nunca sabemos, na realidade, quando temos as nossas dívidas saldadas e qual é o nosso saldo corrente, sabemos apenas a quem devemos e, claro está quem nos deve. Quem já nos pagou tudo o que tinha a pagar, quem nos vai pagando aos bochechos e quem sua as estupinhas, mas nem por sombras está perto de quitar as dívidas.

Na sua obra "O Zahir" Paulo Coelho explica como ninguém o que eu almejo que compreendam:


O que é banco de favores?

- Você sabe. Todo ser humano conhece.

- Pode ser, mas ainda não consegui entender o que está dizendo.

- Foi mencionado em um livro de um escritor americano. É o banco mais

poderoso do mundo. Está presente em todas as áreas.

- Venho de um país sem tradição literária. Não poderia fazer favor para

ninguém.

- Isso não tem a menor importância. Posso lhe dar um exemplo: eu sei que

você é alguém que vai crescer, terá muita influência um dia. Eu sei porque já fui

como você, ambicioso, independente, honesto. Hoje estou sem a energia que

tinha antes, mas pretendo ajudá-lo porque não posso ou não quero ficar parado,

não sonho com a aposentadoria, sonho com esta luta interessante que é a vida, o

poder, a glória.

“Começo a fazer depósitos na sua conta – estes depósitos não são em

dinheiro, mas em contactos. Apresento você a tal e tal pessoa, facilito certas

negociações – desde que sejam lícitas. Você sabe que está me devendo alguma

coisa, embora eu jamais cobre nada.”

- E um dia…

- Exatamente. Um dia, lhe peço algo, você pode dizer não, mas sabe que

está me devendo. Fará o que peço, eu continuarei ajudando, os outros saberão

que você é uma pessoa leal, farão depósitos em sua conta – sempre contactos,

porque este mundo é feito de contactos, e nada mais. Também lhe pedirão algo

algum dia, você irá respeitar e apoiar quem o ajudou, com o passar do tempo terá

sua teia espalhada por todo o mundo, conhecerá todos que precisa conhecer, e

sua influência crescerá cada vez mais.

- Ou então me recuso a fazer o que você me pediu.

- Claro. O Banco de Favores é um investimento de risco, como qualquer

outro banco. Você se recusa a fazer o favor que lhe pedi, achando que o ajudei

porque você merecia, você é o máximo, todos nós temos obrigação de reconhecer

seu talento. Bem, eu agradeço, peço a outra pessoa onde fiz depósitos em sua

conta, mas a partir deste momento todo mundo sabe, sem que seja preciso dizer

nada, que você não merece confiança.

“Pode crescer até a metade, mas não crescerá tudo que pretende. Em um

dado momento, sua vida começa a declinar, você chegou à metade e não chegou

até o final, está meio contente e meio triste, não é nem um homem frustrado nem

um homem realizado. Não é frio nem quente, você é morno e, como diz algum

evangelista em algum livro sagrado, coisas mornas não afetam o paladar.”

Bem tudo isto para vos explicar que sempre pensei nunca estar envolvida neste jogo de interesses. Nunca pensei estar enredada neste Banco e que a minha conta nunca tivesse sido aberta. Hoje apercebi-me de que já nascemos envoltos neste sistema e que o volume das minhas dívidas ultrapassa em muito o saldo que alguma vez poderei ter tido em conta...


sábado, 23 de outubro de 2010

Não me largues nunca mais

"Quem és tu? Larga-me!

Porque é que me tiraste dali?

Deixa-me em paz, ali!

Que queres? Onde vais?

Não me deixes aqui.

Aqui há muita luz, muito som

Não me deixes aqui...

Desculpa, mas quem és?

[...]

......Quem és tu? O que queres?

Não interessa, não me largues...

Não me largues mais! Nunca mais..."*



Andas sempre um passo à minha frente.
Foges-me, por entre os dedos, como grãos de areia e eu busco por ti, como o mar busca a areia imensa da praia.
Não te conheço, sinto. E conheço esse teu corpo tão bem.
Parou tudo! Encontrei-te. Ficamos ali a olhar um para o outro como se fosse a primeira vez, depois de tantas vezes.
Não me fujas. Não me largues nunca mais...



*Sem Título by Prince Gusty

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Odeio dias em que o céu me faz viajar até longe...

Odeio dias em que o céu me faz viajar até longe.
Odeio-os porque me levam para sítios onde eu nunca estive ou para instantes que deviam ter ficado perpetuados, para sempre...
Odeio-os porque qualquer som que a minha audição seja capaz de sentir me vão deixar ou profundamente feliz, ou esmagadoramente deprimida.
Odeio-os porque não existem sentimentos neutros.
Odeio-os porque o mundo parece cair-me aos pés e porque, justamente, aos meus pés parece abrir-se uma cratera do tamanho do mundo.
Odeio-os porque não consigo dizer nada de jeito e porque tudo o que me possam dizer vai soar-me mal.
Odeio-os porque a noite é mais fria e o dia mais quente, mesmo que o termómetro diga o contrário.
Odeio-os porque o mar fica triste comigo e porque nesses dias eu amo estupidamente o mar.
Odeio-os porque eu fico triste com o mar e porque o nesses dias o mar me ama estupidamente.
Odeio-os porque fico a morrer de tédio mas quando vem a oportunidade de fazer qualquer coisa que me tire deste estado anómico, não me apetece.
Odeio-os porque adoro a maneira como me mentem, como me fazem promessas que nunca serão cumpridas.
Odeio-os porque são a minha única verdade.
Odeio-os porque são o presente, e o presente não me basta.
Odeio-os porque a 25 de Abril continua intacta sobre o Tejo.
Odeio-os porque talvez um dia a 25 de Abril não fique mais intacta sobre o Tejo.
Odeio-os porque as distancias são cada vez mais longas.
Odeio-os porque a cada minuto que passa mais minutos me separam do meu primeiro grito.
Odeio-os porque não me deixam gritar.
Odeio-os porque os carros passam repetidamente.
Odeio-os porque o doce me parece demasiado doce.
Odeio-os porque o salgado está estranhamente insosso.
Odeio-os porque a gravidade está contra o meu cabelo.
Odeio-os porque a cabeça me doí.
Odeio-os porque os hospitais estão apinhados.
Odeio-os porque as flores não cheiram a flores.
Odeio-os porque o Zé da esquina me liga 50 vezes.
Odeio-os porque a Maria Papoila nem uma mensagem me mandou.
Odeio-os porque tenho uma família.
Odeio-os porque não tenho alguma família.
Odeio-os porque o Facebook está uma seca.
Odeio-os porque não estão no You Tube os vídeos que eu quero ver.
Odeio-os porque os aviões passam menos vezes.
Odeio-os porque os pássaros não levantam voo.
Odeio-os porque parece que não sei escrever.
Odeio-os porque não tenho ninguém com quem conversar.
Odeio-os porque apareceu alguém com quem conversar e agora não sei o que conversar.
Odeio-os porque não sei cantar.
Odeio-os porque não sei dançar.
Odeio-os porque nunca ninguém me deu uma estrela.
Odeio-os porque não existem estrelas.
Odeio-os porque os filmes não passam disso.
Odeio-os porque ninguém quer ver filmes giros.
Odeio-os porque não tenho um gato.
Odeio-os porque não me apetece fazer nada.
Odeio-os porque o azul parece-me mais claro e o vermelho menos vivo.
Odeio-os porque as pessoas parecem vivas, mas sem vida.
Odeio-os porque a televisão não dá nada que preste.
Odeio-os porque na rádio passam sempre as mesmas músicas.
Odeio-os porque os auto-carros nunca andam no horário certo.
Odeio-os porque nunca vi os Radiohead.
Odeio-os porque as pedras estão espalhadas.
Odeio-os porque tenho a carteira cheia de papeis.
Odeio-os porque a minha agenda está cheia de acontecimentos parvos.
Odeio-os porque não há pão de azeitonas.
Odeio-os porque não sei como acabar os post's.
Odeio-os porque tenho que acabar este post e não me apetece.

Hoje o céu está estranho.
Hoje o céu faz-me viajar até muito longe.

sábado, 2 de outubro de 2010

"Tento Saber"

Tento saber como é que vai ser, se posso viver sem ti
Tento fugir mas eu só penso, na hora em que estás aqui
Tu nunca vens e quando apareces, finges que não há nada
Deixas-me só sempre a pensar, que chegamos ao fim da estrada

Pode parecer que sou livre, mas eu estou preso a ti
Às vezes disfarço e não consigo
Mas eu só penso na hora em que estás aqui

Ligas para mim, eu vou até ai, depois dizes que não podes
Prometo que não te quero ver mais, até que tu não me largues
Não vejo ninguém vou por ai, deixo passar as horas
Chamo-te nomes grito contigo, e tu dizes que me adoras

Pode parecer que sou livre mas eu estou preso a ti
Às vezes disfarço e não consigo
e eu só penso na hora em que estás aqui

Tento manter a calma às vezes, parece que não te ligo
Pode parecer até que te esqueço, mas só quero estar contigo
Tento dizer adeus e tu deixas, sempre uma porta aberta
Tento esconder e fujo para noite, acordo de uma directa

Pode parecer que sou livre, mas eu estou preso a ti
Às vezes disfarço e não consigo
Mas eu só penso na hora em que estás aqui


[Tento saber - Nuno Guerreiro]

terça-feira, 29 de junho de 2010

Saudades de quem ainda não foi embora

Existem pessoas que sabemos que nunca, por mais que o tempo passe ou que as distâncias se alonguem, nunca nos vão esquecer e nós nunca nos vamos esquecer delas.
Existem amigos que, não estando presentes todos os dias, sabem da nossa existência ao segundo e mais, partilham connosco todos os momentos dessa existência.
Quando ele foi a Roterdão, em Abril passado, para receber um prémio que muito orgulhosa me deixou (e em modo baba) voltou com o maior sorriso do mundo esboçado nos lábios. Na bagagem trazia (além do prémio) promessa de trabalho e no olhar um futuro promissor...Fiquei feliz como nunca. Uma alegria enorme encheu-me o peito, a alma e o coração.
"Tu mereces, tu mereces!" Disse-lhe vezes sem conta, não porque é meu amigo, mas porque lhe reconheço todo o mérito.
Essa promessa adiantou-se em quase dois anos, agora restam-lhe pouco mais de dois meses em terras lusas. E com o passar do tempo o meu coração torna-se cada vez mais pequenino e apertado pelas saudades que antecipam a sua partida e ao mesmo tempo maior, pois, tal como um sonho, alimenta-se de todo o orgulho e cresce desenfreadamente...Já lhe cobrei uma festa de despedida. A maior e a melhor de todas as festas.
Também já lhe disse que me recuso, terminantemente, a ir ver os aviões a Pedras Rubras e voltar sem ele.
Vou ter saudades tuas Puto*
(It’s a quarter after one, I’m all alone and I need you now!)

terça-feira, 11 de maio de 2010

Um tal rapaz, um tal blog, um tal café, uma tal música...

Não somos obrigados a gostar de toda a gente. Ou tão pura e simplesmente não nutrir tão belos sentimentos pelos demais.
Não é que não goste dele*, mas as suas atitudes causam-me urticaria, e durante muito tempo a sua voz irritava-me solenemente. Hoje é-me indiferente. Nunca lhe neguei uma palavra quando devida, e por outros motivos tenho que usar da minha mais profunda cordialidade para tratar de assuntos que não podem ser resolvidos de outra forma. Uma ou outra vez até me fez rir e não posso negar que o rapaz tenta ser simpático comigo!
Se até vai com a minha cara ou não, não faço a mais pequena ideia, talvez faça das tripas coração (ou o contrário) para me falar de forma tão natural...
Até aqui parece uma história como qualquer outra: Banal e sem interesse.
Seria, se o que me trouxesse aqui não fosse descobrir que afinal o rapaz, para além de escrever maravilhosamente bem num blog pertinho do meu (que só não vou divulgar, porque afinal de contas o faz em segredo), conta em pedaços história de vida tão idêntica à minha, que até faz confusão.
Afinal, ele tem os mesmos problemas, os mesmos anseios, os mesmos prazeres, os mesmos pensamentos...
Se calhar sou tão desprezível quanto acho que és, ou então talvez esteja enganada a teu respeito!

[Banda sonora perfeita para as leituras de um tal blog, de um tal rapaz que se calhar não é bem o que julgamos ser]

* Ele é uma criatura que eu, assim como um grupo de amigos da faculdade consideramos desprezível, por conta de situações mais ou menos graves que tenham acontecido por obra e graça dessa mesma criatura.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Coisas do ser e do ter

Ainda ressacada pelo entusiasmo e festejos do 25 de Abril, mas tão lúcida como antes, uma ideia afoga de súbito a minha mente, como que se fosse a agua, agonizante, a entrar lentamente nos pulmões e, sufocante, vai-me tirando, aos poucos, a vontade de ser tão livre como no dia em que nasci.
Mas, afinal, o que é a Liberdade?
Já me tinha debatido com esta questão vezes e vezes sem fim, mas nunca antes tinha chegado a uma conclusão.
Stuart Mill havia dito que a liberdade de uns acaba onde começa a liberdade dos outros, mas quanto mais penso no que quereria ele dizer, mais me embrulho em trocadilhos e mais me afogo, mesmo quando estou a chegar a um porto seguro, a espuma que outrora formou a mais alta crista de agua rebenta e leva-me na terminação das ondas, quando o mar se enrola na areia.
Li em tempos um livro, que não me fascinou, mas do qual gostei: "Onze Minutos" de Paulo Coelho onde li que " a verdadeira experiência da liberdade:[é]ter a coisa mais importante do mundo, sem a possuir".
Não sei se esta é a definição de liberdade, mas é a definição que hoje lhe quero dar...

terça-feira, 30 de março de 2010

O Problema

Olá malta fixe! Olá malta não fixe! Olá ao comum mortal!
Estou com um problema gravíssimo. Que afinal são muitos mas todos juntos.
Um problema de expressão, porque não sei como dizer o que se está a passar;
Um problema de humor, mas a esse já todos se habituaram;
Um problema de saúde, porque isto anda a fazer-me mal, como um cancro que me corrói por dentro;
Um problema moral, porque por vezes me debato comigo mesma e com os outros e cada vez mais me afundo num mar de incertezas;
Um problema, mais que complexo (como de resto todos são), é um problema profundo, que nem no meu intimo o consigo solucionar.
Estes dias de férias têm-me feito bem.
Estar com os amigos e com aqueles que me fazem bem e a quem quero bem, ajuda-me a passar o dia, mas quando todos se vão embora, quando cai a noite, cai o meu bom humor por terra e vem aquele mix de tristeza com raiva e com umas doses de revolta...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

"A Single Man" e Economia

Como é que estão os meus leitores favoritos? O da esquerda tem uma nódoa na camisa, é melhor trocar.
Adiante.
O meu dilema académico tinha, aparentemente, chegado ao fim mal acabei o exame de economia.
Aparentemente dizia eu...
Assim que li a sinopse do filme "A Single Man" disse para mim: "Tenho que ver este filme".
As minhas experiências de idas ao cinema sozinha não foram muito felizes, vai daí tinha que arranjar companhia para o ver e por isso tornei-me na criatura mais chata à face da terra até que o Jonas e a Sofia fizeram o favor de me acompanhar ao cinema. A quem não é homofóbico aconselho vivamente. Para quem é, arrisca-se a perder dinheiro e a sair a meio do filme ou pode ser que de repente saiam de lá com uma mente mais iluminada.
O filme fez-me recordar vivências boas e menos boas, através de coincidências entre o tela e a vida real e teve o sabor doce de uma tarde bem passada no cinema em boa companhia.
Teria sido perfeito, se a meio do filme não recebesse uma notícia que amargou a minha boca: "Cati, lamento mas já não estás de férias. Tens oral de economia" disseram-me. A primeira reacção foi: Não quero. Mas logo depois caí em mim, já sei que o tem que ser tem muita força e nos próximos dias vou precisar de muita força e paciência.
Se e vir livre de economia até vou jurar que é mentira.

Até à próxima. Beijinho no canto dos olhos.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Falsidades

Sempre ouvi dizer que os sentimentos que nutrimos pelos demais, fazem de nós pessoas mais ou menos felizes.
Pois bem, deve então ser por isso que de vez em quando fico num estado depressivo em que me apetece por termo à vida que levo e (re)começar do zero. E uma profunda tristeza se abate sobre mim e um gosto amargo de fel se apodera dos meus sentidos e uma raiva se entranha na razão. Fico colérica e logo a seguir apática.
Eu sei que não é bom, e não é por achar melhor ou gostar que cultivo este ódiozinho de estimação pelas pessoas, mas simplesmente não consigo pegar em tudo o que foi feito e/ou dito, amachucar como um papel que já não tem serventia e deitar fora (e até esse pode sempre ir para a reciclagem).
Lamento ser assim, mas não consigo mudar e juro (por tudo o que me é mais sagrado) que tentei, mas não consigo.
Sei que me consome por dentro este, que é o meu próprio veneno. Um dia hei-de morrer com uma úlcera...
Por vezes sinto-me mal por ser assim, mas sou imperfeita como todos os simples mortais e vivo assim, como falsa, falsinha vá, para os outros e para comigo, o que é bem pior.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Eu amo você ;)

Como já devem saber, sou pouco dada a calendarizações de sentimentos, pelo que estas "datas especiais" passam-me bem ao lado.
Mas, eis que chega um dia especial.
Não, hoje não é dia dos namorados, HOJE É DIA DE S. VALENTIM. É dia de dizer às pessoas de quem gostamos, que gostamos delas, que as amamos, que as adoramos!
E por isso, meus amigos, meus queridos, meus mais-que-tudo:
GOSTO MUITO DE VOCÊS.
Do jeitinho que cada um tem, com todos os defeitos e virtudes, com todos os sorrisos e todas as lágrimas, nos bons e nos maus momentos. E nem a morte nos há-de separar!
Viva ao amor, sempre!