quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Boas Festas!

Aos leitores, aos amigos, aos que passam por cá por mero acaso e a todos os outros...



O 100 nada a perder - blog deseja umas Boas Festas :)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Bipolarizações

Estou mesmo a precisar de férias!
Percebi isso quando a primeira coisa que me perguntaram hoje foi: Tu dormiste? ao que depois das contas feitas conclui que dormi apenas 4 horas...
O problema é que isto não vem de agora mas de há 2 meses! Sinto-me esgotada física e emocionalmente.
Mas, sonos à parte, hoje estou num misto de tristeza e felicidade.
Felicidade porque me fez bem falar com quem, por teimosia de ambas as partes, não falava já faz tempo e fez-me bem a conversa e a companhia. Tristeza porque depois de uma conversa hoje percebi que, ao contrário do que a pessoa disse, passado um ano e dois meses ainda não me conhecem. Ou talvez conheçam apenas a Catarina que lhes convém conhecer.
Amanhã já não há campanha eleitoral! Ainda bem, isto está a fazer-me mal.
Hoje foi o debate. Foi pavoroso... Tinha algumas questões para fazer, mas não achei que aquele debate de lavagem de roupa suja merecesse a minha interpelação.
Sim, já tenho assente o meu sentido de voto.
E porque o sono é mais que muito, dei uma calinada que não lembra a ninguém. Obrigada Luigi ;)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

7 dias, 7 filmes!

Nestes dias que se passaram, por uma razão ou por outra, tive que fazer o imenso sacrifício (brincadeira, eu adoro) de assistir a 7 filmes em 7 dias...


1) O primeiro trata-se de um documentário de Tiago Figueiredo. Os Vizinhos conta o quotidiano dos ex-habitantes da Musgueira Norte, agora realojados na Alta de Lisboa. Ficou muito bem conseguido e vai dar uma ajuda do tamanho do mundo para o projecto-turma na cadeira de Sociologia Urbana!




2) Good Bye Lenin! de Wolfgang Becker pareceu-me ao 3º visionamento um pouco mais aborrecido, mas nem assim deixo de admirar o quão bem caracterizado ficou aquele apartamento e as reportagens caricatas que Alex produzia para a sua mãe assistir! Um brinco para descomprimir das aulas de Nacionalismos e Identidade, sem nunca deixar de aprender alguma coisa.




3) Do meu admirado Alejandro González Iñárritu, 21 Grams é aquele miminho para uma tarde de inverno em que coisas para fazer não faltam, mas a vontade de sair da cama é muito pouca. Afinal, quanto pesam 21 gramas?




4) Primeiro apaixonei-me pelo actor (não porque é um homem bonito, mas pela sua versatilidade), depois pela genialidade do filme e só então pela personagem ambígua. Secret Window (David Koepp) mostra como é possível que todos escondam uma personalidade macabra dentro de si!






5) Tem uma banda sonora que me arrepia. De tantas vezes que o quis ver e perdi a oportunidade de o fazer, foi desta. Zona J de Leonel Vieira. Afinal existe cinema português de qualidade :)





6)Unbreakable (M. Night Shyamalan) traz uma história surreal! Da BD à vida real, vai apenas um passo na cabeça de Elijah Price. Um super-herói tem sempre um inimigo mas o pior (ou o melhor) deles é o seu arqui-inimigo, aquele que combate o super-herói com a mente e não com a força de braços. O que mais assusta "é não saber qual o nosso lugar neste mundo... não saber porque estamos aqui".



7) À N'esima vez que vejo Life as a House de Irwin Winkler todo e qualquer momento me prende ao ecran! Ainda não aprendi a conter as lágrimas e choro que nem uma desalmada!
Um dos meus favoritos, este filme faz-me reviver situações da minha vida não muito boas, mas que têm que ser, não ultrapassadas, mas vividas e continuar a viver...
Meus amigos, depois de um dia como o de hoje, só me apetece dormir. Até amanhã!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Rosa Branca #3

Já lá vão 3 anos desde que nos deixas-te!

Quem tem o direito de te roubar de nós?
Quem tem o direito de escolher quem vai e quem fica?
Quem tem o direito de saber que a hora de cada um chegou?

Não sei, e ninguém parece querer explicar-me....

Fica a rosa branca de sempre*

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Um sol com pouco brilho

Não teve um passado brilhante, é certo. "Todos merecemos uma segunda oportunidade, porque humanos que somos, sabemos à partida que vamos errar, e só com o erro aprendemos" dizia-me o meu pai quando era mais pequena, mas grande o suficiente para perceber o quão ele tinha errado.
Passados pouco mais de dez anos não bem, nunca estabilizado, mas longe de tudo aquilo que o deixou mais do que uma vez em ponto morto e nas ruas da amargura! Habituei-me a vê-lo como parte da família mais, ainda que não o sendo, sinto-o como parte da família.
Foi durante grande parte da sua vida um parasita social. Daqueles que todos se queixam e que dizem em tom critico, e sob o meu ponto de vista certo, "tem bom corpo para trabalhar!"
Mas, faz parte das nossas vidas há tanto tempo quanto todos os anos em que teve um "comportamento desviante" mais aqueles em que não totalmente bem se comportava com o mínimo de dignidade para consigo próprio e com respeito para com os que o ajudaram, e melhores ou piores temos sentimentos para com ele.
Hoje, naquele que seria o auge da sua vida, algo raro se passa na massa cinzenta que comanda um corpo magoado pelas acções do passado. Talvez seja castigo por atitudes sistematicamente erradas, mas parece-me que a lição veio irremediavelmente tarde.
Aos 40 anos levarem de um corpo a visão e a fala, a locomoção e a capacidade de mexer cada parte do corpo é um castigo duro demais para quem o recebe e para os que estão à sua volta.
Ter que alimentar quem já não pode levar o garfo à boca, ou levar a passear alguém como se leva o cachorro mais querido de uma casa descompensa qualquer um, até quem vê as coisas pela janela.
Não o tenho visto tanto como o desejaria, ainda que separados apenas por um rio, a verdade é que agora o tenho evitado, porque me custa entrar numa casa de portas para o Tejo que me trazia tantas recordações boas, e ver a infelicidade dos que lá moram, e ver quem morre de dia para dia mais um bocadinho por dentro, por aquilo que está a ser consumido por fora...