No dia do enterro do entrudo a grande questão é: E como foi esse Carnaval?
Com muitos balões de água e porcarias à mistura; Máscaras e acessórios pindéricos e afins??
O meu foi com muitas purpurinas e plumas, mas isso agora não interessa nada...ou até interessa. «Porquê?» Estão vocês a perguntar, suas almas curiosas.
E eu respondo «Porque fui ver "A Gaiola das Loucas" ao Politeama!» E agora vocês morrem de inveja e com razão, porque é de facto um grande espectáculo.
Para quem ainda não viu vá a correr comprar os bilhetes para ver, quem já viu deve compreender o porquê de não ser possível passar para um texto a grandiosidade do musical do La Féria.
Estou mesmo extasiada.
Os bailarinos são brilhantes, as canções fantásticas e super bem interpretadas. Carlos Quintas num papel fenomenal assim como Joel Branco que muito bem representa a pronuncia da cidade "Imbicta".
Mas é José Raposo quem recebe a minha maior ovação já que foi também quem me faz ir às lágrimas. No papel de Zázá, fez-me compreender o porquê do meu fascínio pelos espectáculos de transformismo. O porquê da minha admiração profunda por aqueles homens que se transformam em autênticas senhoras.
José Raposo mostra-se como um brilhante, extremamente brilhante actor!
A sátira politica está, também, presente. E assim se prova como um drama e comédia podem andar de mãos dadas.
Palavras para quê?! "Somos o que somos"!
Até para o ano, quando o Carnaval ressuscitar porque hoje enterra-se o Entrudo.